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RESENHA|| O MENINO QUE DESENHAVA MONSTROS

Título: O menino que desenhava monstros
Autor: Keith Donohue
Editora: Darkside
Páginas: 256

Avaliação:



Sinopse: Jack Peter é um garoto de 10 anos com síndrome de Asperger, que quase se afogou no mar três anos antes. Desde então, ele só sai de casa para ir ao médico. Jack está convencido de que há de monstros embaixo de sua cama e a espreita em cada canto. Certo dia, acaba agredindo a mãe sem querer, ao achar que ela era um dos monstros que habitavam seus sonhos. Ela, por sua vez, sente cada vez mais medo do filho e tenta buscar ajuda, mas o marido acha que é só uma fase e que isso tudo vai passar. Não demora muito até que o pai de Jack também comece a ver coisas estranhas. Uma aparição que surge onde quer que ele olhe. Sua esposa passa a ouvir sons que vêm do oceano e parecem forçar a entrada de sua casa. Enquanto as pessoas ao redor de Jack são assombradas pelo que acham que estão vendo, os monstros que Jack desenha em seu caderno começam a se tornar reais e podem estar relacionados a grandes tragédias que ocorreram na região. Padres são chamados, histórias são contadas, janelas batem. E os monstros parecem se aproximar cada vez mais. 

O menino que desenhava monstros é, na verdade, um livro que não me agradou muito. Talvez porque eu estivesse com muitas expectativas para a leitura ou talvez eu não tenha lido em um momento bom, já que havia saído de uma vibe da Julia Quinn e fui direto para ele, mas o livro não me prendeu.





O livro conta a história de um garoto chamado Jack Peter, de 10 anos, que tem síndrome de Asperger e, desde os 7 anos, quando se afogou com o seu melhor amigo, Nick, ele não sai mais de casa; até para ir ao médico precisa de todo um processo (se agasalhar todo e ir no colo dos pais). Entretanto, Jack, como todos os garotos de sua idade, adquire uma nova atividade prazerosa: Desenhar monstros. 

Seu amigo Nick não gosta muito de estar com Jack, mas os seus pais meio que o obrigam a estar sempre com o seu amigo, pois é o único elo que ele tem com um mundo exterior. Ele também acaba sendo obrigado a desenhar monstros para fazer companhia a Jack, mas os seus são apenas monstros que ele viu nos filmes de TV.

Jack começa a afirmar que está vendo monstros embaixo da cama e, quando agride sua mãe sem querer, achando que ela fosse um dos seus monstros, os seus pais começam a ficar preocupados, mas nunca acreditam no que Jack diz. Tudo muda quando o pai dele começa a ver criaturas na rua, um homem nu, completamente branco e gélido. Sua mãe também começa a ouvir vozes e barulho vindo do oceano e eles ficam cada vez mais confusos, confundindo realidade com imaginação. Mas, mesmo assim, nunca escutam o que Jack tem a dizer, preferem ouvir o menino "normal", Nick.



O livro gira em torno do pensamento de 4 personagens e foi difícil me apegar a eles, pois suas partes eram vagas e todos não foram aprofundados corretamente. O livro também mostra a dificuldade da família em aceitar a realidade do filho, misturando também crônicas japonesas.

A história não me agradou muito. O livro é muito parado em vários momentos e eu me pegava pensando em coisas nada a ver com a história quando estava lendo. Ele não assusta muito, então para os que tem medo de terror e suspense, leiam sem medo.

A edição da Darkside, como sempre, está arrasadora; amei demais. A capa é maravilhosa e as folhas, em papel grosso, são ótimas. Mais um belo trabalho dessa editora fantástica.


               


Para concluir, recomendo o livro àqueles que gostam de histórias de suspense, mas que não assusta muito e àqueles que gostam de coisas mais bobinhas e leves.