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RESENHA|| O VELHO E O MAR



Título: O Velho e o Mar 
Autor: Ernest Hemingway
Editora: Bertrand Brasil 
Páginas: 128 páginas 

Avaliação:  

Sinopse: Best-seller em todo o mundo e também no Brasil, O Velho e o Mar conta a história de um pescador que, depois de 84 dias sem apanhar um só peixe, acaba fisgando um de tamanho descomunal, que lhe oferece inusitada resistência e contra cuja força tem de opor a de seus braços, do seu corpo, e, mais do que tudo, de seu espírito. Um homem só, no mar alto, com seus sonhos e pensamentos, suas fundas tristezas e ingênuas alegrias, amando com certa ternura o peixe com que trava ingente luta até levá-lo a uma derrota leal e honesta. Uma obra-prima da literatura contemporânea, dotada de profunda mensagem de fé no homem e em sua capacidade de superar as limitações a que a vida o submete. 



O Velho e o Mar é uma das obras mais conhecidas de Ernest Hemingway, autor americano renomado por sua escrita e sua persistência/influência no tempo. As suas obras obtém o status de arte, fazendo parte do cânone literário. 

A primeira publicação do livro ocorreu em 1952 em Cuba, onde o autor residia na época. O nome original da obra é The Old Man and the Sea. 

Os personagens sobre os quais a trama circunda principalmente são: Santiago, um velho pescador cubano; Manolin, um jovem garoto, único amigo de Santiago; DiMaggio, jogador de baseball norte-americano citado nas conversas entre o velho e o garoto, e lembrado constantemente como referência para o velho enquanto o mesmo está no mar.

As primeiras palavras do livro nos deixam a par acerca do desenrolar da obra: 

"Ele era um velho que pescava sozinho em seu barco, na Corrente do Golfo. Havia oitenta e quatro dias que não apanhava nenhum peixe. Nos primeiros quarenta, um rapaz fora com ele. Mas, após quarenta dias sem um peixe, os pais do rapaz disseram a este que o velho estava definitivamente e declaradamente *salão*, o que é a pior forma de azar, e o rapaz fora por ordem deles para outro barco que na primeira semana logo apanhou três belos peixes" p. 7 


A trama do romance se desenvolve a partir da narração do octogésimo quinto dia de pesca de Santiago, o velho. Hemingway se preocupa em descrever as relações de Santiago: com o jovem, com suas memórias, com o mar e a natureza, com o peixe e consigo. 

"ao falarem do mar dizem el mar, que é masculino. Falam do mar como um adversário, de um lugar ou mesmo de um inimigo. Entretanto o velho pescador pensava sempre no mar no feminino e como fosse uma coisa que concedesse ou negasse grandes favores; mas se o mar praticasse selvagerias ou crueldades era só porque não podia evitá-lo. 'A lua afeta o mar tal como afeta as mulheres', refletiu o velho." p. 32 

Durante a leitura é inevitável suscitar questões existenciais, o que faz o leitor prender-se na história concretizando o efeito de cartasse com o personagem principal. Outra observação é a de que mesmo o tempo cronológico que circunda a história seja de três dias apenas, com a maior parte das falas desenvolvidas através de um monólogo e de pensamentos, a obra não torna-se monótona, nem cansa o leitor, pelo contrário, Hemingway instiga estimulando o leitor a vivenciar essa aventura juntamente com o velho Santiago.








"'Mas, pensou, eu as mantenho sempre na mesma profundidade. O que aconteceu é que acabou a minha sorte. Mas, quem sabe? Talvez hoje. Cada dia é um novo dia. É melhor ter sorte. Mas eu prefiro fazer as coisas sempre bem. Então, se a sorte me sorrir, estou preparado." p. 35


O livro é indicado para o público de todas as idades, para aqueles que gostam de ler sobre questões existenciais e sobre a relação do homem com a natureza. Além de ser interessante para aqueles que gostam de uma boa aventura e filosofar sobre a vida.

"- Mas o homem não foi feito para a derrota - disse. - Um homem pode ser destruído, mas não derrotado." p. 104

A obra é um clássico da Literatura mundial. Vale a pena dar uma chance a ela e aprofundar-se na narrativa e nas suas temáticas.