Autor: David Arnold
Editora: Intrínseca
Páginas: 352
Avaliação:

Sinopse: "Meu nome é Mary Iris Malone e eu não estou nada bem." Após o inesperado divórcio dos pais, Mim Malone é arrastada de sua casa em Ohio para o árido Mississippi, onde passa a morar com o pai e a madrasta e a ser medicada contra a própria vontade. Porém, antes mesmo de a poeira da mudança baixar, ela descobre que a mãe está doente. Mim foge de sua nova vida e embarca em um ônibus com destino a seu verdadeiro lugar, o lar da sua mãe, e acaba encontrando alguns companheiros de viagem muito interessantes pelo caminho. Quando a jornada de mais de mil quilômetros toma rumos inesperados, ela precisa confrontar os próprios demônios e redefinir seus conceitos de amor, lealdade e sanidade. Com uma narrativa caleidoscópica e inesquecível, Mosquitolândia é uma odisseia contemporânea, uma história sobre as dificuldades do dia a dia e o que fazemos para enfrentá-las.
A história se inicia com a personagem Mim desabafando com Isabel através de escritos. Mim se sente mal e deslocada desde sua mudança repentina e os últimos acontecimentos ocorridos na vida dela: a separação dos pais; o novo casamento do pai com uma mulher que Mim odeia, há apenas 4 meses após a separação; uma nova casa; uma nova rotina e um novo diagnóstico.
Enquanto a garota se dirige à sala do diretor da escola onde estuda, ouve uma conversa entre seu pai e o chefe da instituição falando sobre sua mãe (Eve) e descobre que ela se encontra muito doente. A partir desse momento, Mim sabe que tem que fazer alguma coisa e a sua primeira ideia é fugir de casa para morar com sua mãe e cuidar dela. Ela sente que lá é seu verdadeiro lar. Dada como esquizofrênica pelo pai e pelo novo médico que a atende, Mim é obrigada a tomar medicação controlada.
Após esse boom de informações e medos, ela decide que é hora de tomar as rédeas da situação e colocar as coisas na mochila e partir rumo à sua mãe, do outro lado do estado. Ao chegar em casa, ela coloca na bolsa algumas roupas, dinheiro e o celular, além do frasco de Abilitol, o remédio que lhe é empurrado, e seu diário. Durante o trajeto que ela percorre, pessoas se chegam como grandes surpresas na vida de Mary Iris Malone, tais como Arlene, Walter e Beck, além de outros integrantes que atribuem a essa história um ar ainda mais fantástico. Após dezenas de problemas que Mim tem que enfrentar durante o percurso de um lado a outro da viagem, ela também tem que enfrentar os piores problemas: os seus próprios.
Após esse boom de informações e medos, ela decide que é hora de tomar as rédeas da situação e colocar as coisas na mochila e partir rumo à sua mãe, do outro lado do estado. Ao chegar em casa, ela coloca na bolsa algumas roupas, dinheiro e o celular, além do frasco de Abilitol, o remédio que lhe é empurrado, e seu diário. Durante o trajeto que ela percorre, pessoas se chegam como grandes surpresas na vida de Mary Iris Malone, tais como Arlene, Walter e Beck, além de outros integrantes que atribuem a essa história um ar ainda mais fantástico. Após dezenas de problemas que Mim tem que enfrentar durante o percurso de um lado a outro da viagem, ela também tem que enfrentar os piores problemas: os seus próprios.
"Você já teve a sensação de ter perdido algo importante, só para descobrir que a coisa nunca existiu pra começo de conversa?" p. 265
Não apenas uma leitura sobre uma adolescente de 16 anos que sai de casa porque descobre que há algo errado e sério acontecendo, Mosquitolândia traz muitas lições que podem ser atribuídas para a vida, vendo que trata de questões sociais como estupro, violência, síndrome de Down e autoaceitação, onde Mim se descobre como pessoa e aprende a descobrir as pessoas que a rodeiam.
No decorrer dos fatos, as peças vão se encaixando e o texto faz com que você não desgrude do livro até saber qual o resultado final da longa viagem que Mary Iris Malone faz para descobrir que nem tudo é como ela pensa e que o mundo pode faltar aos seus pés, mas que haverão amigos junto dela para ajudá-la a enfrentar as dificuldades.
No decorrer dos fatos, as peças vão se encaixando e o texto faz com que você não desgrude do livro até saber qual o resultado final da longa viagem que Mary Iris Malone faz para descobrir que nem tudo é como ela pensa e que o mundo pode faltar aos seus pés, mas que haverão amigos junto dela para ajudá-la a enfrentar as dificuldades.
Carl. Beck, Walt. Arlene, O homem do poncho e Caleb. Todos sendo peças fundamentais dessa história.
Mim apresenta uma peculiaridade em encarar os problemas, o que prende ainda mais à personagem; sua sutileza e agressividade, às vezes.
Ao público afeiçoado à literatura infanto-juvenil, é uma ótima escolha; embora recomende também aos demais apreciadores de boas histórias.
"Sempre achei que, se o amor estivesse no caminho, eu o encontraria ou capturaria - nunca achei que tropeçaria nele." p. 235


