
Criadores: Richard Hatem e Grant Scharbo
Ano: 2010
Status: Cancelada
Temporada: 1
Episódio: 13
Se existe algo mais viciante que a leitura é o vício em séries. Quem nunca perdeu de estudar para aquela prova, tirar uma noite de sono só para “maratonar” uma série favorita, que suga sua alma e tira a sua paciência para saber qual seria o final?! Atire mesmo uma pedra, porque isso acontece muito! Além da minha paixão e vício pela leitura (quem me acompanha no IG sabe as minhas metas loucas), tenho uma mania de sempre estar acompanhando alguma série e não paro enquanto sei que há outras temporadas.
É por esse motivo que resolvi compartilhar com vocês dicas e resenhas de séries que acompanho. Em um clique já enlouqueço! Vamos?!
A melhor plataforma para se assistir série sem dúvida é a Netflix, então vale a pena gastar um pouquinho a mais e ter exclusividade quando o assunto é filmes e séries. O único problema é que algumas demoram para serem atualizadas e outras nem tem sequência. Mas, para a alegria dos viciados como eu, há algum tempo a netflix anunciou que renovaria o seu estoque nos presenteando com filmes e séries atuais. E, realmente, isso foi cumprido!
Estava em casa durante as férias, pesquisando enredos sobrenaturais e em um clique encontrei a série The Gates, criada por Grant Scharbo e Richard e Hatem, transmitida pela ABC, tendo início e fim no ano de 2010. Na tentativa de adentrar no mundo de vampiros, lobisomens e criaturas do gênero, a produtora investe forte no ramo, já que canais como HBO e CW têm sucesso no ramo. Sem mais delongas, essa série cumpre e promete com aquilo que diz. Mesmo que seja apenas por entretenimento, vale a pena conhecer o que há depois dos portões de Gates.
Nick Monohan (Frank Grillo) é um ex-detetive bem-sucedido e foi colocado para assumir a chefia de polícia em um condomínio de luxo denominado Gates. Ele e a sua família se mudam para o local na tentativa de encontrar segurança, pois como todos sabem, área de investigação não é tão segura como se pensa. Nesse lugar os moradores conhecem uns aos outros e o mais curioso de tudo é que os portões estão sempre fechados! É proibido a entrada de convidados... Ao passo que a família Monohan se aconchega, estranhos desaparecimentos começam a acontecer.
A vizinha Claire Radcliff (Rhona Mitra) é uma vampira e luta para controlar sua sede de sangue, até mesmo porque ela e o seu marido Dylan, (Luke Mably), (que a transformou) têm uma filhinha para cuidar. Por outro lado, Charlie (Travis Caldwell), o filho de Nick, começa a desconfiar de certas atitudes de algumas pessoas, mas ele não sabe que um dos meninos que fez amizade, Brett (Colton Haynes) é um lobisomem adolescente que não se conforma com sua condição e por isso tem inveja da humanidade do seu melhor amigo. Muita briga rola entre esses dois!
No enredo conhecemos ainda as personagens Devon (Chandra West) e Pegan (Marisol Nichols), duas lindas bruxas que competem o tempo inteiro por magia e poder. Ambas possuem uma loja na cidade para atrair suas clientes. O que será que essas duas aprontam? Só assistindo para saber!
Outros personagens como Marcus (Justin Miles) e Leigh (Victoria Platt) complementam o enredo e, dessa forma, dá-se início às investigações sobre os possíveis suspeitos desses assassinatos e desaparecimentos.
O episódio piloto é bem intenso, mas causa uma certa decepção pela pouca qualidade em alguns efeitos especiais ou mesmo maquiagem dos personagens que interpretam vampiros e lobisomens. Ao passo que a trama vai desencadeando os desaparecimentos, toda a série começa a fazer sentido e alocar mapas sobre um possível final. Mas calma! Não é nada previsível ou premeditado. Quando pensamos que o mocinho é fofo, ele vira o vilão e vice-versa. É nesse ponto que a série se torna intensa porque os personagens sofrem alteração de papéis cabíveis em cada episódio.
Nick passa por situações de causar arrepios e, sem imaginar, coloca a sua família em risco o tempo inteiro. A parte ruim é que The Gates tem apenas uma temporada! pois é, ela foi cancelada no mesmo ano.
De certo modo, a série não decepciona porque há trocas de papéis e também contém intrigas e rivalidades. É um bom guilty pleasure ao qual nos viciamos e ficamos com uma vontade enorme de continuidade. O ambiente e as narrações são plausíveis com o enredo principal de forma que não há cenas forçadas. Tudo acontece de modo casual e intenso. É uma série para ser assistida em um final de semana. São 13 episódios em que os portões do condomínio mais luxuoso dos Gates escondem sangue e criaturas surreais.



