Amiga íntima das Crônicas|| A CAMISA E O TEMPO









Hoje pela manhã decidi organizar e guardar umas camisas do meu pai e do meu irmão que encontrei em cima da cama. A situação foi um tanto engraçada, pois os tamanhos são quase os mesmos e, sinceramente, senti uma enorme dificuldade de diferenciar de quem era qual.


A medida que as separava, minha mente me trouxe projeções de outra série de vezes nas quais fiz a mesma coisa ao longo dos anos. Quanto ao meu pai, nada mudou; e ao meu irmão, eu pude perceber algo bem peculiar. A medida que as recordações vinham, eu lembrava que guardei camisetas infantis, camisetas de heróis da Marvel, fardas de escola e hoje guardo camisas sociais nas quais caberiam duas de mim dentro.

Na mente de uma irmã mais velha, o irmão mais novo sempre será um menininho. Foi inevitável que eu passasse cerca de 10 minutos olhando uma daquelas camisetas e me perguntando: Quando foi que meu irmão cresceu tanto? Um dia eu o vi descer as escadas com medo e gritou um apelido pequeno, por não saber falar ainda, para que eu o segurasse. Hoje o vejo quase adulto, independente. Eu o vi aprendendo a falar e andar. O vi correr, cair de bicicleta, tirar notas boas, ter medo de filmes de terror... 


Meu coração simplesmente não acredita que o tempo tenha passado tão rápido. Não sei bem explicar a sensação que isso me trouxe; acho que quem é pai e mãe se vê nessa situação diversas vezes. Reconheço que aproveitamos muito cada fase, mas confesso que sinto falta das nossas brincadeiras de infância.

Se você é pai, mãe ou uma irmã muito amorosa como eu, aproveite de verdade cada segundo ao lado daqueles que ama. Amanhã talvez, seja tarde demais, pois você pode estar dobrando camisetas e revivendo lembranças das quais você não gostaria de se lamentar.

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6 comentários:

  1. Sei como é, tenho um irmão que vai fazer 12 anos, e gente paro e penso que eu vi ele nascer, ajudei a criar. E realmente bem reflexivo.

    Beijos

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  2. Oiii, tudo bem?
    Adorei o conto, realmente fiou incrível menina <3 parabéns e quero com toda certeza continuar acompanhando seu blog.
    Beijinhos

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  3. eu me pergunto o mesmo quando olho pra minha irmã hoje, que tanto protegi, aquela bolinha rechonchuda que hoje já é mãe. hahaha
    super me identifiquei com o texto...
    bjs...

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  4. Que texto lindo! Nesse exato momento estou na casa dos meus pais. Não moro mais com eles mas venho sempre que posso. Meu tesouro...minha família.

    Abraço;

    http://estantelivrainos.blogspot.com.br

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  5. Muito boa a reflexão. O triste é que as pessoas precisam dessas reflexões pra valorizarem as pessoas às vezes.
    www.belapsicose.com

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  6. Oiiii!!! Gostei da sua reflexão. Passei por algo parecido, estou vendo meu irmão mudar de casa kkkk nunca pensei que esse dia iria chegar, mas agora chegou. Essa sensação de saudades da infância estou sentindo agora também.
    Beijos

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